INSTITUTO BRASILEIRO DE OSTEOPATIA W. G. SUTHERLAND

O ensino e a prática da Osteopatia estão novamente em evidência. Como pioneiros do ensino da especialidade no Brasil, apresentamos, com orgulho, o Instituto Brasileiro de Osteopatia.

Hoje, há duas correntes em relação à prática da Osteopatia:

• a observada nos Estados Unidos, onde a profissão foi criada, que reserva a prática aos médicos;

• a outra, que prevalece em países como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Suíça, França, Áustria, Holanda, Espanha, Itália, Grécia, Noruega, Finlândia, Suécia, que é a de criar uma profissão independente, com critérios próprios para o ensino e o exercício da profissão) Esta segunda tendência é a que nos interessa, já que possibilita o exercício da Osteopatia a fisioterapeutas e médicos, que podem, além de sua formação original, cursar mais 1.500 horas para obter o titulo de D.O. Ao mesmo tempo, preserva a possibilidade de ser criada uma formação completa de 5.000 horas, a partir de um vestibular.

Só o título de Osteopata DO MRO (Osteopata, Diplomado em Osteopatia, Membro do Registro dos Osteopatas) garante a seriedade de formação e de prática. É diferente do chamado DO (diploma em Osteopatia), com reconhecimento relacionado apenas ao órgão emissor.

A. T. Still - por Violaine Fourcroy


Dr. A.T.Still

A Osteopatia é, antes de mais nada, a história de dois extraordinário médicos americanos: Andrew Taylor Still (1828-1917), que fundou a Osteopatia nos Estados Unidos, em 1874, apesar do empirismo médico da época, e William Garner Sutherland (1873-1954), que descobriu e desenvolveu o componente craniano, apesar dos preconceitos e do ostracismo com os quais se deparou, ampliando consideravelmente o domínio da prática osteopática, especialmente no tratamento de crianças.

Arte, ciência e filosofia, a Osteopatia repousa sobre bases simples. O fio de Ariadne do procedimento osteopátic é encontrado numa frase muito simples: "Encontrem e suprimam a causa, então o efeito desaparecerá".

O osteopata busca esta causa e a trata, utilizando as mãos como utensílio de análise e de tratamento. Usa seus conhecimentos profundos em anatomia e fisiologia, respeitando o princípio da unidade e da globalidade do ser, a relação mútua entre a estrutura e a função e a capacidade de autocura do corpo humano.


Primeira turma de Osteopatas da Escola Americana de Osteopatia em Kirksville, formada pelo Dr. Still.

Quando o Dr. A.T.Still fundou a Escola Americana de Osteopatia (American School of Osteopathy), em Kirksville, no Missouri, em 1892, o movimento ganhou uma grande extensão, passando a Osteopatia a ser reconhecida pelo que realmente é: uma verdadeira ciência médica e não um conjunto de técnicas – vertebrais, viscerais ou cranianas.

Um dos alunos do "Velho Doutor", o Dr. J.M .Littlejohn, voltou à Inglaterra para fundar, em 1917, a Escola Britânica de Osteopatia (The British School of Osteopathy), origem da corrente osteopática européia. Mas só em 1946 o Dr. W.G.Sutherland fundou, nos Estados UNidos, a Associação da Osteopatia Craniana, "que fez entrar o conceito do crânio no domínio das técnicas osteopáticas reconhecidas".

Pouco antes de sua morte, o Dr. W.G.Sutherland fez o Dr. Harold Magoun, autor do livro "Osteopathy in the Cranial Field " (A Osteopatia no Campo Craniano: a bíblia da osteopatia craniana), prometer que iria introduzir a osteopatia craniana na Europa. O Dr. Magoun foi para a Inglaterra, mas os ingleses permaneceram fechados em suas técnicas de manipulação vertebral. Na França, entretanto, a partir de 1964, alguns osteopatas deram ouvidos a seus argumentos, adotando a técnica que até apresenta constante desenvolvimento naquele país.


Técnicas músculo-esqueléticas desenvolvidas pelo Dr. Still.